quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ela sabe.


Aquela mulher que esconde o rosto sob as sombras da tristeza,
Que nunca deixa a luz do amor penetrar,
Que abre mão do sorriso pela figura triste da desilusão,
Ela sabe o quanto eu amo estar vivo,
Sabe o quanto amo viver sem parar,
Sem saber o que me espera em cada esquina,
Sem querer saber o que esperar.
Sua morte me fascina, sua vida nunca mais.
Aquele amor que não sentia.
Nunca vou sentir jamais.

Mar de mim.



Como o brilho nos olhos daquela criança.
Que nunca viu o mar.
Que nunca soube amar.
Não sabe como amar.
Nunca teve amor.
Vive na imensidão de si.
Sem saber nadar.